|
A
Mística da Primeira Half Pipe Sulamericana
Fernando
Cotonete
A Half pronta para ser detonada
|
Saímos
do Rio de Janeiro com uma expectativa a mais com relação
aos últimos anos de Campeonato Brasileiro de Snowboard
- Estava por vir o half pipe que tanto pedíamos. Eu já
estava sonhando acordado com as inúmeras sessões
com a galera.
Após chegar no hotel em Valle
Nevado, todos fazem o check in com a maior pressa do mundo para
ir direto para a pista matar as saudades da neve. Logo que chegamos,
notamos que esse dia seria perfeito para curtir o powder pois
nevou bastante nos dias anteriores. |
Fernando Cotonete
|
Mesmo
sabendo que o nosso rumo seria o freeride fora de pista, eu não
parava de procurar o half pipe durante nossa sessão. Estava
lá ele, não acreditava naquilo até que o
Leandro me cutucou e disse: "Está vendo o half Coton?".
Fiquei namorando o half por uns cinco minutos para conter a minha
felicidade. |
Apesar
da rampa não estar totalmente pronta, eu sabia que era
só uma questão de tempo. O "pipe-dragon"
não parava de trabalhar. Ele é um trator da neve
que têm uma lâmina que esculpe as paredes do half
perfeitamente .
|
O Pipe Dragon no ínicio da
construção
|
Já
estava no meio da semana do campeonato e a cada dia que passava
a fissura aumentava. O Boarder-Cross e o Giant Slalom já
tinham rolado. Todos estavam esperando a competição
do Half-Pipe.
No dia seguinte, foi liberado o primeiro treinamento livre para
acompetição. Houve um pequeno atraso na finalização
do half que acabou atrasando dois dias a competição.
Infelizmente alguns brasucas não participaram pois não
conseguiram mudar suas passagens aérias. Já no treinamento
ficamos abalados com a apresentação dos gringos
com aérios enormes, Mctwist, 540º
|
Felipe Parker, do Chile, não
subiu no pódio, mas fez uma bela apresentação
|

Gustavo
Veiga executando um 540º
Real
Videos
Gustavo Veiga
Fernando Carvalho |
Por
ser muito mais técnico que as outras modalidades, o Half-Pipe
não teve tantos atletas quanto no Boarder-Cross e Giant
Slalom. Foram vinte e seis atletas inscritos, mas apenas seis
se classificariam para a grande final. A pista foi testada e aprovada
por todos. Quanto mais a galera descia, mais à vontade
todos ficavam.
Antes do meu primeiro rolé, fiquei uns
dez minutos só olhando para o half
Parece que existe
uma barreira dentro da gente antes de dar a primeira volta.
O Half-Pipe pode vir a ser bem assustador. Mas depois da primeiro
rolé você fica extasiado e não quer parar
nunca mais.
Na competição eu me classifiquei
para as finais e fiquei com a segunda colocação
atráz do Gustavo Veiga, que mandou dois 540º irados.
Mas, apesar da competição, o que valeu mesmo foi
a confraternização da galera com a até
então inédita Half-Pipe.
|
|
Apesar da experiência positiva, a
atitude de fechar a pista logo após a competição
foi muito desagradável. Em primeiro lugar pela forma
bruta como os atletas foram expulsos da pista e em segundo lugar
porque muitos riders que não competiram estavam contando
com a chance de andar e treinar após a prova. O resultado
foi que muitos atletas não tiveram sequer a chance de
dar uma volta.
Fernando Cotonete*
*Fernando Cotonete esteve
presente em cinco dos sete campeonato brasileiros. Ele conta
com o patrocínio da Redley e esse ano obteve as seguinte
colocações em sua categoria: 2º Halp Pipe,
2º Slalom Gigante e 3º Boarder Cross.
|
|